Guerras comerciais, declínio no preço dos produtos ameaçam as economias Africanas

Guerras comerciais, declínio no preço dos produtos ameaçam as economias Africanas

A maioria dos países Africanos sofre as consequências da guerra comercial entre os EU e a China, assim como um declínio no preço dos produtos o que está a atingir consideravelmente os exportadores. De acordo com o último relatório do ICAEW – the Institute of Chartered Accountants in England and Wales- Actualização Económica: África Q3 2019. O relatório disponibiliza uma previsão do crescimento do PIB para diversas regiões incluindo África Oriental que deverá crescer 6.3%, África Ocidental e Central cerca de 3.4%, Zona Franca com 4.7% e África do Sul com 1.3%.

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NAIROBI, Quênia, 1 de Outubro de 2019, -/African Media Agency (AMA)/- O relatório, encomendado pelo ICAEW e produzido pelo parceiro prognosticador Oxford Economics, prevê que a taxa de crescimento Africana está preparada para uma progressão lenta após uma interrupção na produção petrolífera no Norte de África e com baixos preços internacionais no petróleo na África francófona. A situação será ainda mais impulsionada por políticas incertas, dadas as preocupações com o endividamento de organismos paraestatais e o elevado desemprego na África do Sul.

No discurso durante a apresentação do último relatório, Michael Armstrong, Director Regional do ICAEW no Médio Oriente, Ásia e África do Sul, referiu que o crescimento de algumas regiões em África tem sido refreado pela flutuação do preço do petróleo. “A previsão do crescimento para a Zona Franca este ano é de 4.7% devido à estrutura de baixos preços do petróleo a nível internacional, que continua a pesar no crescimento nas regiões dos exportadores de petróleo,” referiu Mr. Armstrong.

Michael Armstrong, Regional Director ICAEW Middle East, Africa and South Africa

“Enquanto se espera que a região se mantenha com o crescimento mais forte no continente, prevê-se que a Africa Oriental deverá apresentar uma taxa de crescimento do PIB ligeiramente inferior de 6.3% este ano comparativamente com 2018. O facto de que os países na região não são tão dependentes de mercadorias como fontes de receita protegem-nas de choques globais”, acrescentou.

Examinando mais a fundo o panorama da África Oriental, o Uganda tem um panorama económico favorável no desenvolvimento do seu sector de hidrocarbonetos e prevê-se o crescimento do PIB acima dos 6% por ano a médio prazo. No entanto, atrasos prolongados na exploração de petróleo e o alargamento de défices gémeos (devido a um aumento da dívida pública e a uma importação contínua de bens de investimento para suportar o sector emergente dos hidrocarbonetos) apresentam riscos descendentes significativos. O Uganda em parceria com a Tanzânia planeia construir Oleodutos de petróleo bruto na África Oriental avaliados em 3.5 mil milhões de dólares americanos.

No Norte de África, prevê-se que a taxa de crescimento do PIB abrande para 2.8% devido às flutuações da produção de petróleo na Líbia que compõem o efeito de fraqueza exigido pela Zona euro nas outras economias da região.

O crescimento do PIB Regional para África Central e Ocidental está previsto em 3.4% em 2019. Isto incluiu o impacto do abrandamento da economia no inicio do ano Nigeriano, enquanto que danos nas condutas reduziram a sua produção de petróleo.

Prevê-se que a África do Sul continue com dificuldades, com uma taxa de crescimento de 1.3% em 2019. A âncora económica da região, África do Sul, prevê-se que revele um crescimento praticamente inalterado devido à incerteza política, as preocupações com o endividamento de organismos paraestatais e o elevado desemprego. Na região, o crescimento de outros países foi desacelerado pelos desafios no nível da oferta, nomeadamente condições climáticas adversas no rescaldo de dois ciclones, déficit de precipitações e o racionamento de energia.

Actualização Economic Completa: O relatório África pode ser encontrado aqui:
https://www.icaew.com/technical/economy/economic-insight/economic-insight-africa

Distribuído pela African Media Agency (AMA) em nome do ICAEW

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